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Uma curta Bio |
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Olá queridas, eu sou a Vánia Romano, sou nova na rede mas já tenho uns aninhos disto e contacto por correspondência com outras amiguinhas nossas. Adoro estar aqui convosco e espero que gostem da minha foto. Nasci em meados da década de sessenta, sou magra, franzina e delicada. Prontos! Sou muito elegante. Adoro tacões altos, mas não, dispenso lingerie e saias curtas. Sou solteiríssima, do Norte mas bastante viajada. Trabalho muito e estudo na faculdade. Quanto ao passado não vale a pena inventar: tenho a certeza que nasci assim. As minhas memórias mais remotas levam-me a uma tenra idade onde talvez ainda não soubesse ler e escrever, mas já me deslumbrava com as indumentárias femininas das amigas universitárias da minha tia. O gosto que tenho hoje e a especificidade dos meus artigos preferidos, manifesta-se desde então através duma exigência e de um pormenor cada vez maior e mais apurado. Isto não quer dizer que não tenha já colocado peças que não são do meu inteiro agrado, a necessidade, mais forte do que eu, de me transformar a isso me obrigou. Comecei a vestir-me e calçar-me desde muito cedo, quando qualquer das roupas que usava da minha mãe ou irmãs me ficavam enormes. Lembro-me das primeiras cuequinhas de renda, lembro-me do primeiro cinto de ligas que tomei emprestado da minha mãe, lembro-me das vaporosas camisas de noite e das saias rodadas, mas o que lembro como se fosse hoje foi da primeira, e de todas as que se lhe seguiram até hoje, vez que calcei uns sapatos de tacão alto. Havia no guarda roupa da minha irmã umas socas de cunha vermelhas, que delícia! e umas botas de cano alto pretas com um tacão altíssimo, e outras de couro castanho. Foi com elas que aprendi a caminhar sobre tacões altos, melhor do que muitas mulheres, e que desenvolvi aquele que é o meu principal fetiche e sem o qual eu não percebo o Crossdressing, ou seja, uma mulher que não saiba usar tacão alto é como uma mulher que só usa calças. Daí para a frente e até hoje esta minha faceta, que mantenho socialmente em segredo, tornou-se o meu tudo e o meu nada. Durante muito tempo achava que era Homo, outras vezes achava que isto havia de passar e culpava este meu alter-ego de qualquer coisa má que me acontecesse. Agora e desde há algum tempo estou perfeitamente conciliado com o meu lado fortemente feminino e comecei então a tentar localizar as pessoas como eu ou outras que possam entender apreciar-me e dar-me aquilo de que preciso. Nunca consegui dissociar esta faceta da sua componente sexual, pois quando sou mulher gosto e sinto necessidade de o ser em absoluto, incluindo satisfazer homens e ser por eles engatada, etc etc. Nos anos que ficaram pelo meio fiz de tudo para viver a minha fantasia. Comecei por sair pelos pinhais que torneavam a minha casa, timidamente transformada, mas sempre de tacão alto. Lembro-me de ser vista por um ou outro transeunte e essa situação inicialmente embaraçosa me ter rendido muitas sensações excitantes a sós, com a minha natureza. Mal tive a idade ou mesmo antes quando já aparentava maioridade frequentava os cinemas porno da minha cidade e mal tive a carta comecei a deambular algumas noites pelas zonas quentes observando e percebendo um mundo fascinante e completamente novo para mim. Muitas vezes tive que surripiar as roupas em casa. Nestas saídas levava sempre pelo menos lingerie por baixo das minhas roupas de homem. Foi assim que tive as minhas primeiras e tímidas experiências com homens. Lembro-me de ter assaltado a casa de umas amigas com o único propósito de lhes roubar todos os lindos pares de botas, muito em moda na altura, de camurça e de tacão alto. Nada de grave pois dinheiro não lhes faltava e compraram logo outros pares ainda mais bonitos. Engraçado foi, depois, estar lá a ouvir os comentários ao misterioso assalto. Adoro mulheres e tive lindas e interessantes namoradas com quem aprendi e vivi relações muito proveitosas e excitantes. Foi com um dessas namoradas que fui vestido por completo por duas vezes para fazermos amor sem que ela soubesse que me estava a realizar um sonho mais antigo que o nosso amor. Para ela comprei pela primeira vez lingerie numa casa da especialidade na Suíça onde estava a estagiar, com ela íamos às compras e o que comprávamos sem que ela o soubesse destinava-se também a ser usado por mim nas minhas sessões privadas. Tínhamos as mesmas medidas até do calçado para sorte minha. Nestas sessões comecei a ser cada vez mais corajosa e as minhas aventuras subiram de nível e de exigência, mas isso são outras histórias não é? Já saí como uma mulher e provoquei homens em lugares bem suspeitos, já me encontrei com amiguinhas nossas em quartos de pensões duvidosas e muitas mais aventuras hei-de realizar, desde que os que aguardam tenham paciência e eu possa preparar tudo com tempo e muito cuidado e segurança. Ò queridas tanto por dizer e tão pouco espaço, querem saber mais? |
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